Há pouco tempo vi dois ensaios fotográficos independentes e de fotógrafos distintos. Entretanto, tive a impressão de que eles conversavam entre si - é como se um fosse o complemento do outro.
O primeiro ensaio é do fotojornalista Brian Sokol, e retrata refugiados com os objetos mais importante de suas vidas. O curioso, ou óbvio, é que em todas as fotos os objetos sempre estão relacionados (direta ou indiretamente) com a sobrevivência dos retratados ou de seus entes queridos. É tocante.
O segundo ensaio, de Gabriele Galimberti, mostra crianças, ao redor do mundo, com seus brinquedos, evidenciando as contrastantes diferenças culturais e financeiras. Uma curiosidade: O fotógrafo sempre brincava com as crianças antes de tirar a foto, e as que se mostravam mais egoístas em dividir seus brinquedos, eram sempre as que mais possuíam.( http://www.hypeness.com.br/2013/03/serie-de-fotos-mostra-criancas-com-seus-brinquedos-ao-redor-do-mundo/)
A "conversação" nas duas séries vem do fato de que ambas tratam da relação humana com objetos. No primeiro ensaio, percebemos os efeitos do consumismo ao comparar as fotos com nossas próprias vidas. Já no segundo, esses efeitos são evidenciados pelas diferenças entre as próprias fotos.
Há uma observação, interessante na foto abaixo: A colcha. Note que a colcha da menina indosénia é baseada na bandeira dos EUA. A ironia reside no fato de que a Indonésia é um país pobre, que sofreu as consequências do neoimperialismo capitalista, e os EUA são a representação do capitalismo imperialista em forma de país. Percebe-se que a criança indonésia é de origem humilde (seus brinquedos são basicamente bolas de plástico murchas, e, não sei porque, tenho a impressão de que a cama pertence não apenas a ela, mas a seus pais também), como a maioria da população do país. Agora vejamos os brinquedos do menino do Texas (EUA), provavelmente de classe média, também majoritária no país. Notaram a diferença? Eu comparei com o texano, já que estamos comparando os países, mas pode-se também compará-la com a garota rica indiana, ou ainda comparar a indiana com as outras milhares de crianças de seu país - o contraste seria ainda maior.
Há uma observação, interessante na foto abaixo: A colcha. Note que a colcha da menina indosénia é baseada na bandeira dos EUA. A ironia reside no fato de que a Indonésia é um país pobre, que sofreu as consequências do neoimperialismo capitalista, e os EUA são a representação do capitalismo imperialista em forma de país. Percebe-se que a criança indonésia é de origem humilde (seus brinquedos são basicamente bolas de plástico murchas, e, não sei porque, tenho a impressão de que a cama pertence não apenas a ela, mas a seus pais também), como a maioria da população do país. Agora vejamos os brinquedos do menino do Texas (EUA), provavelmente de classe média, também majoritária no país. Notaram a diferença? Eu comparei com o texano, já que estamos comparando os países, mas pode-se também compará-la com a garota rica indiana, ou ainda comparar a indiana com as outras milhares de crianças de seu país - o contraste seria ainda maior.
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| Puput - Bali, Indonésia |
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| Orly - Brownsville, Texas |
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| Shaira - Mumbai, Índia |
Outra observação interessante, são os brinquedos do garoto ucraniano. O meio influencia o homem, ou, neste caso, a criança. Não, não sou determinista (se acalmem), só fiz uma pequena observação cultural e interessante.
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| Pavel - Kiev, Ucrânia |
Enfim, este post é sobre o capitalismo. Olhem as fotos e deleitem-se diante do resultado deste brilhante sistema econômico.




