Mudando um pouco de assunto, voltemos ao feminismo. A Comissão de Transportes aprovou hoje (27/06) um projeto de lei que, a exemplo do Rio de Janeiro, cria vagões exclusivos para mulheres nos horários de pico (em dias de semana, das 6h às 9h e das 17h às 20h), na tentativa de coibir possíveis "assédios".
Na minha opinião, é um absurdo que um projeto de lei como este seja sancionado. Ao contrário do que parece, ele não preza pelos direitos das mulheres (ou de qualquer pessoa), e praticamente legitima o assédio sexual, que, infelizmente é corriqueiro nos trens e conduções lotadas. Este projeto trata o assédio como ago normal e "impossível de se evitar", sendo mais fácil trancafiar as mulheres num vagão do que punir os assediadores. Me digam: Eu, como Estado, devo criar leis que punam ladrões e programas de educação social para que "roubos" não aconteçam, ou devo simplesmente trancar todos os pertences dos cidadãos com um cadeado, para que não sejam roubados? É a mesma lógica...
Sem contar a questão dos transportes, tão difundida atualmente. Me digam, senhores, e se uma lésbica, no vagão das mulheres, passar a mão em mim, não será assédio? Então qual problema será efetivamente resolvido com este projeto de lei? NENHUM, ao que me parece. Respeito é cabível a homens e mulheres, hetero ou homossexuais, estando num vagão vazio ou lotado. Ao Estado, cabe implantar projetos sociais e de educação cívica nas escolas, para suplantar de vez o machismo, e tratar o assédio como um CRIME, passível de punição como tal. Além de investir em transportes e mobilidade urbana (e quando falo em investir, não digo jogar mais dinheiro, mas trabalhar com PLANEJAMENTO urbano, que hoje é feito de forma quase que ocasional, à mercê do anseio de lucro das companhias de transporte). Porque, afinal, em vagão feminino, masculino ou misto, ninguém merece ir espremido e encoxado num vagão lotado. É esse o assédio que se deve coibir - o do Estado.
Senhores políticos, minha mãe sempre diz que o preguiçoso trabalha duas vezes, assim como o GRANDE Criolo diz que "Querê tapá o Sol com a penêra, é feidimais!". Os senhores deveriam ouvir mais Rap, e às vossas digníssimas mães.
Leia a matéria na íntegra aqui.
Na minha opinião, é um absurdo que um projeto de lei como este seja sancionado. Ao contrário do que parece, ele não preza pelos direitos das mulheres (ou de qualquer pessoa), e praticamente legitima o assédio sexual, que, infelizmente é corriqueiro nos trens e conduções lotadas. Este projeto trata o assédio como ago normal e "impossível de se evitar", sendo mais fácil trancafiar as mulheres num vagão do que punir os assediadores. Me digam: Eu, como Estado, devo criar leis que punam ladrões e programas de educação social para que "roubos" não aconteçam, ou devo simplesmente trancar todos os pertences dos cidadãos com um cadeado, para que não sejam roubados? É a mesma lógica...
Sem contar a questão dos transportes, tão difundida atualmente. Me digam, senhores, e se uma lésbica, no vagão das mulheres, passar a mão em mim, não será assédio? Então qual problema será efetivamente resolvido com este projeto de lei? NENHUM, ao que me parece. Respeito é cabível a homens e mulheres, hetero ou homossexuais, estando num vagão vazio ou lotado. Ao Estado, cabe implantar projetos sociais e de educação cívica nas escolas, para suplantar de vez o machismo, e tratar o assédio como um CRIME, passível de punição como tal. Além de investir em transportes e mobilidade urbana (e quando falo em investir, não digo jogar mais dinheiro, mas trabalhar com PLANEJAMENTO urbano, que hoje é feito de forma quase que ocasional, à mercê do anseio de lucro das companhias de transporte). Porque, afinal, em vagão feminino, masculino ou misto, ninguém merece ir espremido e encoxado num vagão lotado. É esse o assédio que se deve coibir - o do Estado.
Senhores políticos, minha mãe sempre diz que o preguiçoso trabalha duas vezes, assim como o GRANDE Criolo diz que "Querê tapá o Sol com a penêra, é feidimais!". Os senhores deveriam ouvir mais Rap, e às vossas digníssimas mães.
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