Quem esteve acompanhando de verdade, atentamente, e participando das manifestações pela redução da tarifa do transporte público (principalmente em São Paulo), pôde notar um fenômeno: A despolitização de um movimento político, ou "coxinhazação" do movimento.
Tendo início com movimento de ideários esquerdistas, como o próprio Passe Livre, associados ou não à partidos, os manifestantes tinham ideais e viés político. Mas, nem tudo são flores. A intensa repressão da PM (que NÃO COMEÇOU NA QUINTA PASSADA, embora tenha se intensificado nesta), atingiu inclusive jornalistas, e a grande mídia, que antes tarjava os manifestantes de "vândalos", na tentativa de desqualificar o movimento, mudou o discurso, voltando-se para a repressão policial. Novamente: nem tudo são flores. A elite não mudaria de lado, assim, de um dia para o outro. Vendo que não teria como ocultar a repressão por parte do Estado, e nem como impedir que a mobilização tomasse força, tomaram a atitude mais inteligente: "Se não pode com eles, junte-se a eles, e manipule-os para servirem a seus interesses.". OPS! Falei demais! Desculpa, Folha, Globo, Estadão e por aí vai.
Sem mais nem menos, presenciamos o maior "boom" de manifestantes: De quinta para segunda, 20 mil se transformaram em 200. Gente com cartaz "Não ao vandalismo", brigando com baderneiros e vândalos depredadores do patrimônio público, pedindo pela derrubada da PEC 37, pela prisão dos marginais-mirins que assolam a segurança de nossos lares nos Jardins, pelo fim da violência, da corrupção, da copa, dos partidos políticos, e da Globo. Incoerência? IMAGINA. Gente que nem sabe o que significa a abreviação "PEC", que nem sabe dos encargos do MP, que é reaçinha leitor de Folha, Estadão, quiçá Veja, foi às ruas influenciados por estes veículos, levantar bandeiras da elite, gritando "Abaixo a Globo".
Não que eu não ache LINDO o povo saindo às ruas. Acho. É inspirador, é um sonho. Também acho que temos de continuar lutando. Com diferenças ideológicas ou não, fazemos parte da mesma massa, do mesmo povo, e partilhamos o mesmo cansaço. Mas há de se ter discernimento sobre o quê e como protestar.
Partido político, SIM. São os partidos políticos de esquerda que sempre estão presentes nas manifestações. Que levam o ideário e a luta às ruas. Não que todos do movimento precisem estar filiados à algum (eu mesma, não tenho filiação qualquer), mas estes estão sempre presentes na luta nossa de cada dia. É engraçado como as bandeiras levantadas (no início) eram de PSTU e PSOL, até então aceitas, e quando a mídia entra no meio, repudiadas.
A manifestação NÃO É FESTA! É LUTA! Vemos a mídia elitista tentando transformar a luta do povo, em festa burguesa! A manifestação que tem, sim, que incomodar, causar o caos e a desordem, está sendo convertida em festinha ordeira e PASSIVA. Isso mesmo, PASSIVA. Pacifismo está sendo confundido com passivismo.
Percebemos esta "desvirtuação" da manifestação pelos gritos de ordem, inclusive. Quinta-feira, o clima era outro. Os ideais, mais comuns. A luta era luta, e era a mesma. Segunda e terça era festa, sem ideais definidos, e com uma massa, essa sim de manobra, que estava defendendo os interesses de Jabores e Datenas, dando a entender uma insatisfação geral com a "roubalheira do PT". Gente pedindo "impeachment da Dilma". Cara, BASEADO EM QUÊ, você está dizendo isso? Não que eu seja admiradora da presidente, mas, não sou cabecinha de Ostra, também! Pra quem está levantando a bandeira do "Contra Corrupção", acho válido, desde que você se informe: Ranking de corrupção por partido divulgado pelo TSE.
Se estivéssemos no início do Século XX, diria que esse movimento, que começou como "uma intentona comunista", ganhou ares de "intentona integralista". Deu pra perceber a desvirtuação? É claro, que estou jogando a situação um século para trás, portanto há um quê de brincadeira e generalização, mas a ideia é basicamente essa.
Coxinhas, por favor, voltem a criticar os baderneiros e arruaceiros politizados, do conforto de seus lares, ou tomem consciência e acordem, de fato, para a política e para a luta.
Tendo início com movimento de ideários esquerdistas, como o próprio Passe Livre, associados ou não à partidos, os manifestantes tinham ideais e viés político. Mas, nem tudo são flores. A intensa repressão da PM (que NÃO COMEÇOU NA QUINTA PASSADA, embora tenha se intensificado nesta), atingiu inclusive jornalistas, e a grande mídia, que antes tarjava os manifestantes de "vândalos", na tentativa de desqualificar o movimento, mudou o discurso, voltando-se para a repressão policial. Novamente: nem tudo são flores. A elite não mudaria de lado, assim, de um dia para o outro. Vendo que não teria como ocultar a repressão por parte do Estado, e nem como impedir que a mobilização tomasse força, tomaram a atitude mais inteligente: "Se não pode com eles, junte-se a eles, e manipule-os para servirem a seus interesses.". OPS! Falei demais! Desculpa, Folha, Globo, Estadão e por aí vai.
Sem mais nem menos, presenciamos o maior "boom" de manifestantes: De quinta para segunda, 20 mil se transformaram em 200. Gente com cartaz "Não ao vandalismo", brigando com baderneiros e vândalos depredadores do patrimônio público, pedindo pela derrubada da PEC 37, pela prisão dos marginais-mirins que assolam a segurança de nossos lares nos Jardins, pelo fim da violência, da corrupção, da copa, dos partidos políticos, e da Globo. Incoerência? IMAGINA. Gente que nem sabe o que significa a abreviação "PEC", que nem sabe dos encargos do MP, que é reaçinha leitor de Folha, Estadão, quiçá Veja, foi às ruas influenciados por estes veículos, levantar bandeiras da elite, gritando "Abaixo a Globo".
Não que eu não ache LINDO o povo saindo às ruas. Acho. É inspirador, é um sonho. Também acho que temos de continuar lutando. Com diferenças ideológicas ou não, fazemos parte da mesma massa, do mesmo povo, e partilhamos o mesmo cansaço. Mas há de se ter discernimento sobre o quê e como protestar.
Partido político, SIM. São os partidos políticos de esquerda que sempre estão presentes nas manifestações. Que levam o ideário e a luta às ruas. Não que todos do movimento precisem estar filiados à algum (eu mesma, não tenho filiação qualquer), mas estes estão sempre presentes na luta nossa de cada dia. É engraçado como as bandeiras levantadas (no início) eram de PSTU e PSOL, até então aceitas, e quando a mídia entra no meio, repudiadas.
A manifestação NÃO É FESTA! É LUTA! Vemos a mídia elitista tentando transformar a luta do povo, em festa burguesa! A manifestação que tem, sim, que incomodar, causar o caos e a desordem, está sendo convertida em festinha ordeira e PASSIVA. Isso mesmo, PASSIVA. Pacifismo está sendo confundido com passivismo.
Percebemos esta "desvirtuação" da manifestação pelos gritos de ordem, inclusive. Quinta-feira, o clima era outro. Os ideais, mais comuns. A luta era luta, e era a mesma. Segunda e terça era festa, sem ideais definidos, e com uma massa, essa sim de manobra, que estava defendendo os interesses de Jabores e Datenas, dando a entender uma insatisfação geral com a "roubalheira do PT". Gente pedindo "impeachment da Dilma". Cara, BASEADO EM QUÊ, você está dizendo isso? Não que eu seja admiradora da presidente, mas, não sou cabecinha de Ostra, também! Pra quem está levantando a bandeira do "Contra Corrupção", acho válido, desde que você se informe: Ranking de corrupção por partido divulgado pelo TSE.
Se estivéssemos no início do Século XX, diria que esse movimento, que começou como "uma intentona comunista", ganhou ares de "intentona integralista". Deu pra perceber a desvirtuação? É claro, que estou jogando a situação um século para trás, portanto há um quê de brincadeira e generalização, mas a ideia é basicamente essa.
Coxinhas, por favor, voltem a criticar os baderneiros e arruaceiros politizados, do conforto de seus lares, ou tomem consciência e acordem, de fato, para a política e para a luta.