Hoje, ouvindo Clube da Esquina II, do Lô Borges, percebi que nunca tinha realmente entendido a música. Vivendo o que tenho vivido nessas últimas 2 semanas, vejo seu real significado, e chego a pensar se não estamos num Clube da Esquina III.
Não sei se todos entenderão o que digo. Não sei se todos ficarão com os olhos marejados ao ouvirem a música com atenção. Talvez seja pelo envolvimento, pelos conflitos, pelos sonhos e pela possibilidade de realizá-los.
Devo confessar que estou extasiada com esta agitação politica. Eu nasci pra isso. Nasci pra luta. Sempre dizia que queria ter vivido o período da Ditadura, para lutar com a resistência, mudar o país com eles! Mas, no fundo, sempre tinha espaço pra dúvida: Será que eu lutaria mesmo? Será que não me deixaria acuar pelo medo, pela repressão? Será que não seria apenas mais uma acomodada insatisfeita? Hoje, principalmente depois de quinta passada, eu sei que não. Que eu lutaria, até o fim. Que se apanhasse, seria com honra, e se fosse presa, com a cabeça erguida. Porque o que me move, não é palpável - É sonho, e sonhos não envelhecem.
Clube da Esquina II - Lô Borges
Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso
Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos...
E lá se vai mais um dia...
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
E lá se vai...
Mais um dia...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente
E lá se vai...
Não sei se todos entenderão o que digo. Não sei se todos ficarão com os olhos marejados ao ouvirem a música com atenção. Talvez seja pelo envolvimento, pelos conflitos, pelos sonhos e pela possibilidade de realizá-los.
Devo confessar que estou extasiada com esta agitação politica. Eu nasci pra isso. Nasci pra luta. Sempre dizia que queria ter vivido o período da Ditadura, para lutar com a resistência, mudar o país com eles! Mas, no fundo, sempre tinha espaço pra dúvida: Será que eu lutaria mesmo? Será que não me deixaria acuar pelo medo, pela repressão? Será que não seria apenas mais uma acomodada insatisfeita? Hoje, principalmente depois de quinta passada, eu sei que não. Que eu lutaria, até o fim. Que se apanhasse, seria com honra, e se fosse presa, com a cabeça erguida. Porque o que me move, não é palpável - É sonho, e sonhos não envelhecem.
Clube da Esquina II - Lô Borges
Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso
Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos...
E lá se vai mais um dia...
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
E lá se vai...
Mais um dia...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente
E lá se vai...

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