" - O sistema tá dando bug."
" - Ah! É erro de lógica."
Quem já teve qualquer contato com programação está habituado com este tipo de diálogo. "Erro de Lógica" resume 50% dos erros de sistemas (looping, retornos errados, etc). É triste ouvir "Erro de lógica". Aliás, não sei o que é mais triste: ouvir isto quando se está ajustando o programa alheio, ou quando se está construindo o seu próprio. Acho que a segunda opção.
Fazer um programa, é como ter um filho - Você o acompanha desde a primeira linha de comando, até o último ponto. Todos os "ifs" e "elses", colocando cada ponto e vírgula, ajustando cada erro, criando variáveis auxiliares, enfim, tudo. Quando está pronto, é uma obra prima. Vê-lo rodando dá até aquela felicidadezinha e a sensação do "fui eu que fiz". O problema é quando dá erro de lógica: É uma frustração. É como se você fosse obrigado a reformular sua vida. A lógica, a ideia, os princípios a partir do qual você construiu tudo aquilo... estão errados. Haja baque! Haja autoestima para suportar este golpe! Mas o mais difícil é consertar. É tão difícil pensar "fora da caixinha", elaborar uma linha de pensamento totalmente nova, enxergar o quê, ali, naquela perfeição, está errado...
É essa a hora de pedir ajuda. Eu, geralmente, recorro à Descartes e aos amigos. À Descartes, porque, nesta hora, em que todas as suas certezas vieram por água abaixo, nada melhor do que o método cartesiano: Desconstruir todas as suas verdades, até chegar a uma verdade absoluta, e construir novas verdades a partir desta. Aos amigos, porque quando estamos dentro de uma situação, dentro de uma linha de pensamento que nós mesmos criamos, é difícil sair e ver o todo. Ficamos tão fechados por nossas viseiras de lógica, que não conseguimos ter visão periférica. Perdemos o macro por prestar atenção demais ao micro. E, talvez, uma outra pessoa, que não tenha a mesma lógica e nem as mesmas verdades, que não ande com nossas viseiras, consiga enxergar coisas óbvias e tão difíceis de serem por nós enxergadas. Talvez, uma segunda opinião, seja o interruptor de um quarto escuro.
A lógica é mesmo um problema. Porque quando você não a tem, não consegue programar - pode até jogar códigos a esmo, mas jamais terá um programa rodando. E quando a tem em excesso, corre risco de ficar preso na caixinha, de construir castelos e mansões, detalhadamente, baseados em lógica.... mas ai, se uma lógica na viga da base do castelo estiver errada! A lógica em excesso também pode nos deixar paranoicos. Sabe aquela coisa de "Deixa a vida me levar"? Não funciona com pessoas muito lógicas. Estas ficam procurando razões para tudo! Não aceitam que, na vida, algumas coisas aconteçam sem motivo, algumas pessoas surjam sem motivo e tão sem motivo vão-se embora. Tudo tem de ter uma explicação. Para as pessoas com excesso de lógica, é uma tortura não poder saber o que virá na próxima vez em for acionado o "random".
Eu poderia estar falando da minha vida, ou do momento histórico do país, mas ainda bem que estou falando apenas de programação.
" - Ah! É erro de lógica."
Quem já teve qualquer contato com programação está habituado com este tipo de diálogo. "Erro de Lógica" resume 50% dos erros de sistemas (looping, retornos errados, etc). É triste ouvir "Erro de lógica". Aliás, não sei o que é mais triste: ouvir isto quando se está ajustando o programa alheio, ou quando se está construindo o seu próprio. Acho que a segunda opção.
Fazer um programa, é como ter um filho - Você o acompanha desde a primeira linha de comando, até o último ponto. Todos os "ifs" e "elses", colocando cada ponto e vírgula, ajustando cada erro, criando variáveis auxiliares, enfim, tudo. Quando está pronto, é uma obra prima. Vê-lo rodando dá até aquela felicidadezinha e a sensação do "fui eu que fiz". O problema é quando dá erro de lógica: É uma frustração. É como se você fosse obrigado a reformular sua vida. A lógica, a ideia, os princípios a partir do qual você construiu tudo aquilo... estão errados. Haja baque! Haja autoestima para suportar este golpe! Mas o mais difícil é consertar. É tão difícil pensar "fora da caixinha", elaborar uma linha de pensamento totalmente nova, enxergar o quê, ali, naquela perfeição, está errado...
É essa a hora de pedir ajuda. Eu, geralmente, recorro à Descartes e aos amigos. À Descartes, porque, nesta hora, em que todas as suas certezas vieram por água abaixo, nada melhor do que o método cartesiano: Desconstruir todas as suas verdades, até chegar a uma verdade absoluta, e construir novas verdades a partir desta. Aos amigos, porque quando estamos dentro de uma situação, dentro de uma linha de pensamento que nós mesmos criamos, é difícil sair e ver o todo. Ficamos tão fechados por nossas viseiras de lógica, que não conseguimos ter visão periférica. Perdemos o macro por prestar atenção demais ao micro. E, talvez, uma outra pessoa, que não tenha a mesma lógica e nem as mesmas verdades, que não ande com nossas viseiras, consiga enxergar coisas óbvias e tão difíceis de serem por nós enxergadas. Talvez, uma segunda opinião, seja o interruptor de um quarto escuro.
A lógica é mesmo um problema. Porque quando você não a tem, não consegue programar - pode até jogar códigos a esmo, mas jamais terá um programa rodando. E quando a tem em excesso, corre risco de ficar preso na caixinha, de construir castelos e mansões, detalhadamente, baseados em lógica.... mas ai, se uma lógica na viga da base do castelo estiver errada! A lógica em excesso também pode nos deixar paranoicos. Sabe aquela coisa de "Deixa a vida me levar"? Não funciona com pessoas muito lógicas. Estas ficam procurando razões para tudo! Não aceitam que, na vida, algumas coisas aconteçam sem motivo, algumas pessoas surjam sem motivo e tão sem motivo vão-se embora. Tudo tem de ter uma explicação. Para as pessoas com excesso de lógica, é uma tortura não poder saber o que virá na próxima vez em for acionado o "random".
Eu poderia estar falando da minha vida, ou do momento histórico do país, mas ainda bem que estou falando apenas de programação.

Apaixonei-me.
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